ουτος ην εν αρχη προς τον θεον (Textus Receptus)
Ela estava com Deus no princípio. (NVI)
Ele estava no princípio com Deus. (ARC)
Cisto não foi criado; Ele é eterno, e sempre esteve em comunhão amorosa com o Pai e com o Espírito Santo. Jesus Cristo sempre existiu e existirá eternamente. Ele é o Verbo vivo e é Deus, que assumiu forma e natureza humanas com o objetivo de redimir a humanidade (Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele – 1Co 8.6). Cristo é Deus: o Filho de Deus, co-eterno com o Pai; gerado e não criado; igual ao Pai e em nada inferior a Deus. A divindade de Cristo é a pedra fundamental da fé cristã: “Sobre esta pedra edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela (Mt 16.15,16). Cristo é a pedra de toque: a fé em Cristo é o critério que decide o destino eterno. Quem crer é salvo, quem não crê já está condenado (Jo 3.18). Pedro fala de Cristo como sendo a pedra viva para os que crêem e pedra de tropeço para os que não crêem. “Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido” (1Pe 2.4-8). No versículo 14, João afirma que o Verbo se fez homem e habitou entre nós. Temos também as declarações dadas pelo próprio Jesus: “Quem me vê a mim, vê o Pai” (Jo 14.9), e “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). Nas palavras Paulo: “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9).
Por volta do ano 319, no século IV d.C., apareceu Arius, Bispo de Alexandria, defendendo a idéia de que Jesus foi criado por Deus como o primeiro e mais importante ato da Criação. O Arianismo, então, é a posição de que Jesus era um ser criado com atributos divinos, mas ele não era divindade em Si mesmo. Este professor deu origem ao termo Arianismo. O Arianismo engana-se ao interpretar referências sobre Jesus estando cansado (Jo 4.6) e Jesus não sabendo a data do Seu retorno (Mt 24.36). Sim, é difícil compreender como Jesus poderia estar cansado e/ou não saber algo, mas dizer que Jesus era um ser criado não é a resposta. Jesus era completamente Deus, mas Ele também era completamente humano. Jesus não se tornou um ser humano até a sua encarnação. Portanto, as limitações de Jesus como um ser humano não têm nenhum impacto em Sua natureza divina ou eternalidade. A segunda principal interpretação equivocada do Arianismo é o significado de “primogênito” (Rm 8.29; Cl 1.15-20). Os arianos interpretam “primogênito” nesses versículos como se dissesse que Jesus “nasceu” ou foi “criado” como o primeiro ato da criação. Esse não é o caso. Jesus mesmo proclamou sua auto-existência e eternalidade (Jo 8.58; 10.30). O versículo em estudo nos diz que Jesus “estava com Deus”. Nos tempos bíblicos, o filho primogênito de uma família ocupava uma posição de grande honra (Gn 49.3; Êx 11.5; 34.19; Nm 3.40; Sl 89.27; Jr 31.9). É neste sentido que Jesus é o primogênito de Deus. Jesus é o membro preeminente da família de Deus. Jesus é o ungido, o “Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6).
Depois de mais ou menos um século de debates em vários conselhos da igreja primitiva, a igreja Cristã oficialmente condenou o Arianismo como uma heresia. Desde então, o Arianismo nunca mais foi aceito como uma doutrina viável da fé Cristã. No entanto, o Arianismo nunca morreu. Ele tem continuado pelos séculos de várias formas diferentes. As Testemunhas de Jeová e Mórmons de hoje defendem uma posição parecida com a dos arianos em relação à natureza de Cristo. Assim como a igreja primitiva fez, precisamos renegar quaisquer ataques na divindade do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.
Notas Bibliográficas
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Arianismo;
- Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 2001. Nota textual 1Co 12.8-11, p. 1189;
- STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal; CPAD. 2ª impressão, 1996, Rio de Janeiro;
- Bíblia de estudos de Genebra. Trad. de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Cultura Cristã, 1999.
Os textos das referências bíblicas foram extraídos do site http://www.bibliaonline.com.br/, nas versões Almeida Corrigida e Revisada Fiel, Textus Receptus e Nova Versão Internacional.
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